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Pausa para uma série #20 - Sky Rojo

Confira na Coluna ''Guia do Cinéfilo'' com Raphael Camacho

20/04/2021 19h49
Por: Raphael Camacho Fonte: Guia do Cinéfilo
Divulgação
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Não há maior vingança que o esquecimento. Será? Com oito episódios de cerca de 25 minutos onde não conseguimos desgrudar nossa atenção da tela, a série espanhola disponível na NetflixSky Rojo, criada por Álex Pina e Esther Martínez Lobato possui como principal característica positiva um roteiro dinâmico, repleto de ótimas cenas de ação, há uma pitada de Tarantino (referência) em alguns pontos. É uma grande batalha cheia de conflitos, longe de éticas, entre um cafetão descontrolado por vingança e sua gangue de mandados contra três prostitutas sem muitas escolhas que precisam se unir para sair de uma enrascada. Já garantida para uma segunda temporada.

 

 

 

Na trama, conhecemos Romeo (Asier Etxeandia), um cafetão que montou seu negócio de prostituição que está sendo para ele muito rentável em um ponto isolado de uma cidade badalada. Nesse bordel, encontramos Coral (Verónica Sánchez), Wendy (Lali Espósito) e Gina (Yany Prado), três mulheres de faixa etárias diferentes, com pensamentos completamente opostos em alguns momentos mas que agora precisarão uma da outra após serem autoras de uma situação que levou Romeo quase à morte. Assim, é imposta uma batalha sangrenta pela cidade entre os mandados de Romeo, os irmãos Moisés (Miguel Ángel Silvestre) e Christian (Enric Auquer) e as três mulheres.

 

A virada de chave acontece quando há uma mudança de comportamento somado ao estopim de defesa, do julgar uma atitude de legítima defesa contra algum que possui um carinho pois está na mesma situação. A partir disso as personagens entram em uma desconstrução muito interessante, refletindo bastante sobre a vida delas até aquele momento e o forte de desejo de mudança, de liberdade. Os irmãos Moisés e Christian também entram em arcos desconstrutivos, vamos acompanhando o drama com a mãe, como chegaram até serem o braço direito de Romeo e a inconsequência que tem como marca.

 

O roteiro e sua busca no passado, aliada ao intenso ritmo do presente, para apresentar características que não sabíamos dos personagens envolvidos nessa grande confusão é um ponto válido para preencher lacunas ao espectador, chegando algumas vezes até a surpreender, fazendo uma rotação de 360 graus no entendimento de atitudes, ações, ao longo dessa jornada que possui um curioso final aberto, muita coisa ainda para vermos na segunda temporada.

 

 

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Sobre Guia do Cinéfilo
Raphael Camacho - Cinéfilo. Analista de Programação Audiovisual, Crítico de cinema, matemático nas horas vagas. Extremamente viciado em cinema, autor do livro: "Guia do Cinéfilo - Volume 1".
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