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Saúde Minas Gerais

Trabalho de reabilitação e reinserção social contribui para qualidade de vida de pacientes

Rede Fhemig destaca atuação de profissionais neste Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional 

13/10/2021 às 12h40
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais
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Recuperar, restaurar e devolver funções que tenham tido algum comprometimento. Esse tem sido o trabalho diário dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais das unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). E o resultado dessa atuação tem se mostrado fundamental na promoção da assistência integral para diversos perfis de pacientes.

A coordenadora de Enfermagem e Equipe Multidisciplinar da Diretoria Assistencial (Dirass), Aline Cândido de Almeida Pinto Mendes, destaca a importância desses profissionais. “Na Fhemig, os fisioterapeutas atuam na assistência a pacientes acometidos por diferentes doenças, prevenindo complicações respiratórias, neurológicas e motoras. Realizam também atendimentos pré e pós-operatórios em diversas áreas, como cardiorrespiratória, ortopédica, neurológica e oncológica. Já os terapeutas ocupacionais trabalham no desenvolvimento de atividades para a reabilitação física e motora dos pacientes que apresentem alterações na realização de atividades do dia a dia, buscando melhorias no desempenho funcional, para o alcance de maior grau de independência e de autonomia”, explica.

Fisioterapia CSPD

Nas unidades do Complexo de Reabilitação e Cuidados Integrados da Fhemig, cuja assistência é voltada principalmente a pessoas idosas e acometidas pela hanseníase, a atuação desses profissionais está especialmente relacionada a melhorias significativas da qualidade de vida dos usuários. O fisioterapeuta e diretor da Casa de Saúde Padre Damião (CSPD), Adelton Andrade Barbosa, explica como isso ocorre na rotina assistencial. “Hoje temos a terapia ocupacional envolvida no diagnóstico e prevenção de lesões causadas pela hanseníase, serviço que é referência para 23 municípios da microrregião de Ubá. Quanto à fisioterapia, a inserção do profissional na corrida de leitos e na avaliação e tratamento de feridas crônicas tem reafirmado sua importância não só em nível ambulatorial, mas também hospitalar”, pondera.

A fisioterapeuta da CSPD, Thais Lima da Silva, atua na reabilitação, assistência asilar e hospitalar na unidade. A profissional explica que o trabalho é voltado especialmente para a prevenção de úlceras por pressão e de doenças decorrentes do imobilismo. “Entre as nossas melhores práticas estão a recuperação neurofuncional devido a lesão no sistema nervoso central, a protetização de membros amputados por conta de sequelas de hanseníase e a melhora significativa na segurança do paciente”, afirma.

Já a terapeuta ocupacional da CSPD, Eliane Duarte da Silva, que atua no serviço de Reabilitação e Prevenção de Incapacidades em Hanseníase, explica a importância da busca ativa de casos novos e reincidentes da doença por meio da realização de exames dermatoneurológicos simplificados. “A partir daí, é feito o levantamento da demanda e das necessidades de cada paciente e, assim, são feitas as orientações e indicações de recursos”, salienta. Entre os cuidados de terapia ocupacional oferecidos na unidade estão: aconselhamento quanto aos autocuidados e técnicas de reeducação sensorial para evitar agravos, acompanhamento quanto ao uso de órteses e calçados, confecção de adaptações de utensílios utilizados no dia a dia e treino de atividades de vida diária (AVD’s), além de esclarecimentos sobre a doença e suas sequelas.

Na Casa de Saúde São Francisco de Assis (CSSFA), que integra o mesmo Complexo, o trabalho do serviço de fisioterapia abrange tanto o setor de reabilitação quanto as enfermarias. “Atendemos pacientes acometidos pela hanseníase e com incapacidade funcional e perda da autonomia, e que, portanto, necessitam dessa atuação intensiva. Na nossa Unidade de Cuidados Prolongados (UCP), por exemplo, oferecemos reabilitação desde casos de traumatismos cranioencefálico e raquimedular a tratamento de lesões e pós covid. Nas nossas práticas, destacamos a fisioterapia cardiorrespiratória, ortopédica, neurológica e geriátrica”, pontua a fisioterapeuta e coordenadora da equipe multidisciplinar da CSSFA, Cristiana Carneiro da Cunha.

Urgência e Emergência

No Complexo Hospitalar de Urgência, o trabalho de fisioterapia está presente desde a admissão do paciente na urgência e emergência. “Além da assistência antes e após as cirurgias, estamos também nas equipes de terapia intensiva, internação, cuidados prolongados e ambulatórios. As condutas são direcionadas para o retorno e otimização das funções respiratórias, motoras e neurológicas, com abordagem centrada nas necessidades específicas do paciente e da família”, afirma a liderança técnica da equipe de fisioterapia do Complexo, Andréa Afonso Mendes.

Terapia ocupacional HAC

“O nosso perfil dos pacientes é extenso: clínicos, politraumatizados, neurológicos, ortopédicos, queimados, de doenças sazonais e portadores de doenças raras infantis. A fisioterapia é essencial no tratamento agudo, bem como na reabilitação, diminuindo o tempo de internação e auxiliando ao retorno das atividades”, destaca Andréa. “Incluímos também a orientação e o treinamento aos familiares dos pacientes, para que haja uma continuidade do cuidado após a alta, além do encaminhamento ao serviço fisioterapêutico da rede municipal”, conclui.

Serviço Pioneiro

No Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), do Complexo de Especialidades da Fhemig, a terapia ocupacional está presente, há mais de 20 anos, nos consultórios do ambulatório, nas enfermarias, na sala de quimioterapia, no serviço de cuidados paliativos e nos atendimentos em grupo, que ocorriam antes da pandemia. As terapeutas ocupacionais Cidélia Carmem Sousa e Isabella Biondi Jorge conduzem, atualmente, o serviço na unidade.

“Entendemos que ofertar a terapia ocupacional no cenário das patologias oncológicas é importante, sobretudo para promover a independência funcional e autonomia do paciente nas diversas fases do tratamento. Atuamos no conjunto biopsicossocial, principalmente, orientando e motivando esse paciente para a reinserção em um papel ocupacional”, afirma Cidélia. “Entre os recursos utilizados em nossa prática hospitalar estão atividades como desenho, pintura, jogos de mesa, leitura e contação de histórias, entre outras. No serviço de mastologia, há condutas como o treino funcional e reorientação vocacional, quando indicada”, completa.

Uma das atividades do serviço é o bingo na enfermaria. “É, sem dúvida, uma das nossas práticas de maior sucesso. Trata-se de uma atividade consolidada, conhecida e bem recebida pelos pacientes. Por meio dela conseguimos estimular as funções cognitivas e a interação social, além de promover um momento de lazer durante a hospitalização”, destaca Isabella.

Obstetrícia

A gestação de alto risco e o puerpério com um recém-nascido internado exigem uma adaptação da mulher, da família e da comunidade. O trabalho da terapia ocupacional na Maternidade Odete Valadares (MOV), junto à equipe multiprofissional, tem por objetivo facilitar esse processo. “Nossa atuação tem como foco favorecer o desempenho ocupacional, a qualidade da permanência na unidade, a humanização do cuidado, além de promover um ambiente acolhedor, rotinas menos estressantes e redução do período de internação”, destaca Yara dos Santos Carvalho Coelho, umas das profissionais que compõem a equipe de terapia ocupacional da unidade.

“A rotina envolve corrida de leito, revisão de prontuário, coleta do histórico ocupacional, avaliação do recém-nascido, identificação de comprometimentos no desenvolvimento neuropsicomotor, intervenção precoce, orientação aos responsáveis, encaminhamento para rede de atenção à saúde, participação em discussões de casos e reuniões de equipe, além dos atendimentos com atividades terapêuticas para gestantes e puérperas”, explica Yara.

Entre as práticas oferecidas pelo serviço, destacam-se o posicionamento em rede terapêutica, uso da musicoterapia e imersão terapêutica em balde, que contribui para o equilíbrio comportamental e fisiológico do bebê, aliviando a dor, reduzindo espasmos e promovendo relaxamento. “As famílias se dizem mais seguras na realização dos cuidados com o bebê após a intervenção da terapia ocupacional. As gestantes falam da gratidão por tornar a rotina no hospital mais leve e, até mesmo, prazerosa”, conclui.

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