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Ficaram no quase...

Confira a coluna Debate Bola com Mendel Silva.

22/04/2020 20h09 Atualizada há 1 mês
Por: Mendel Silva Fonte: TV Caeté
Ficaram no quase...

Ficaram no quase

Semana passada escrevi sobre seleções que encantaram o mundo, mas que não conquistaram títulos. Hoje o assunto é times mineiros que fizeram história, mas que na hora H faltou algo a mais. Desde um pouquinho de sorte até competência mesmo, sem falar em interferências externas.

O primeiro time a bater na trave fazendo uma campanha superior aos adversários foi o Cruzeiro de 1974. O clube celeste, hegemônico em Minas Gerais, já havia feito uma campanha interessante no brasileirão de 1973, ficando em terceiro lugar. No ano seguinte, repetia o bom futebol, e chegava ao quadrangular final do campeonato brasileiro como favorito, contra Vasco, Santos e Inter. A raposa empatara com o Vasco em BH e com o Inter em Porto Alegre, ambos os jogos por 1x1, e vencera o Santos em São Paulo por 3x1. Empatado em pontos com o Vasco, o time celeste faria em casa o jogo extra previsto no regulamento, porém uma manobra extra campo do time carioca levou a decisão para o Maracanã. No confronto entre os dois times em BH, Carmine Furletti, então vice-presidente do clube, invadiu o gramado e tentou agredir o árbitro do jogo. No Rio de Janeiro, mais uma vez interferências externas minaram o sonho celeste. Aos 43 minutos do segundo tempo, quando o placar apontava 2x1 para o Vasco, o juiz Armando Marques anulou um gol de Zé Carlos que até hoje ninguém conseguiu explicar. O serviço estava feito. Com um time amplamente superior, O Cruzeiro ficou no quase. Em 1975, de novo a raposa bateu na trave, desta feita para um Internacional também espetacular. Mas em 1976 veio a glória maior, com a conquista da Libertadores. Era a consagração de Nelinho, Joãozinho, Jairzinho, Zé Carlos e cia.

Cruzeiro Esporte Clube

Outro time que fez história mas que ficou a ver navios foi o Atlético de 1977. Campeão estadual em 1976, quebrando uma hegemonia de quatro anos do rival, o Galo tinha um grupo jovem mas excelente tecnicamente. Reinaldo, Marcelo, Cerezo e Paulo Isidoro desfilaram talento Brasil à fora, e o time chegou à decisão contra o São Paulo invicto e com dez pontos de vantagem sobre o time de Rubens Minelli. Reinaldo, que havia marcado 28 gols em 18 partidas, fora expulso contra o Fast Clube de Manaus ainda na primeira fase mas os dirigentes da antiga CBD, precursora da atual CBF seguraram o julgamento do craque até as vésperas da final. Menos mal que o São Paulo também não contava com seu goleador máximo, Serginho Chulapa, também suspenso. Na grande decisão em um Mineirão lotado, os comandados do técnico Barbatana sentiram muito a falta de Reinaldo. Debaixo de um temporal, já em março de 1978, os dois times pouco produziram em campo e o placar não saiu do 0x0. A derrota alvinegra veio nos pênaltis, com requintes de crueldade. As duas primeiras cobranças paulistas pararam nas mãos de João Leite, porém Cerezo, Joãozinho Paulista e Márcio mandaram o sonho do segundo título nacional pelos ares. O São Paulo vingava a derrota de 1971 e o Atlético conseguiu a proeza de ser vice-campeão brasileiro invicto. Após essa derrota, o Atlético emplacou seis títulos estaduais consecutivos. Em matéria de campeonato brasileiro, bateu na trave de novo em 1980, perdendo a decisão para o Flamengo de Zico, novamente com enormes polêmicas extra campo.

Após a copa de 1986 no México, Telê Santana fora convidado para dirigir o Atlético na inédita Copa União, o campeonato brasileiro da época, criado pelo Clube dos 13, já que os principais clubes do país estavam insatisfeitos com a CBF, que organizara um ano antes um dos mais bagunçados campeonatos brasileiros da história, cheio de viradas de mesas.

Semifinalista em 85 e 86, e vice-campeão estadual em 87, o Atlético começou a competição mostrando seu cartão de visitas. Uma impiedosa goleada de 5x1 sobre o Santos no Mineirão. Era o prenúncio de mais uma grande campanha, que fato acabou ocorrendo. Ao final dos dois turnos, o Galo de Telê Santana sobrou no Grupo A, ficando em primeiro lugar, sem perder um jogo sequer. Quis o destino que o adversário atleticano nas semifinais fosse o Flamengo, que já havia cruzado o caminho alvinegro em 1980 na final do brasileiro e em 1981 na Libertadores. Flamengo que fora desclassificado pelo Atlético nas oitavas de final do campeonato brasileiro, um ano antes. E de novo o rubro negro carioca foi o algoz atleticano, vencendo no Maracanã por 1x0 e no Mineirão por 3x2, desta vez sem polêmica. O time de João Leite, Luizinho, Sérgio Araújo e Renato Morungaba terminou o campeonato com a melhor campanha, mas sem o sabor do título. Para dar mais sofrimento à essa queda atleticana, o Flamengo só se classificou para as semifinais porque o Atlético venceu os dois turnos. Coisas do futebol.

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