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Sem a bola rolando resta...comparações.

Confira a coluna Debate Bola com Mendel Silva.

15/04/2020 21h04 Atualizada há 4 semanas
Por: Mendel Silva Fonte: TV Caeté
Sem a bola rolando resta...comparações.

Sem bola rolando, e sem perspectiva de retorno dos principais campeonatos mundo a fora, as pautas sobre o esporte bretão ficam cada vez mais escassas, mesmo porque está tudo numa pasmaceira danada.

Sem tanto assunto para tratar, torna-se praticamente inevitável as comparações entre clubes e seleções de épocas distintas, até porque virou febre na TV a retransmissão de jogos históricos. Não sou muito fã dessas comparações, pelo simples motivo: épocas diferentes, tecnologias diferentes, estilos diferentes. Mas não resisti e resolvi dar uns pitacos. Hoje vou falar de seleções que encantaram o mundo, mas que ficaram no quase: Holanda de 1974, Itália de 1978, Brasil de 1982. Mas porque não citar a Hungria de 1954 e o Brasil de 1950? Porque apesar de ricos depoimentos de especialistas, existem poucas imagens a respeito das duas seleções.

Comecemos pelo carrossel holandês, que assombrou o mundo na Copa da Alemanha. Comandada pelo lendário Rinus Michels, que já havia deixado o velho continente de boca aberta com seu Ajax tri campeão europeu de 71 a 73, a Holanda fez uma primeira fase discreta, embora tenha dado o cartão de visitas na vitória sobre o experiente Uruguai por 2x0. Mas somente depois de esmagar a Argentina por 4x0 que Cruyff, Neeskens, Resenbrinck, Rep e cia passaram a serem vistos como uma potência. Era o futebol total, com intensa movimentação de todos os jogadores de linha, sem posicionamento fixo. Contra o Brasil, então tri campeão mundial, mas sem o mesmo brilho de 1970, a laranja mecânica deitou e rolou. Faltava só mais um jogo para a consagração máxima. O gol de Neeskens, a dois minutos de jogo da grande final, sem que os jogadores alemães sequer tivessem tocado na bola, dava a impressão de que o título era questão de tempo. Mas quis o destino que o futebol pragmático, mas pra lá de eficiente dos gelados alemães se sobressaísse ante a arte do carrossel holandês. E a Holanda ficou no quase pela primeira vez, perdendo a decisão por 2x1. Em 1978, sem Cruyff, mas com alguns remanescentes de 1974, a Holanda de novo chegou à decisão contra os donos da casa, desta vez os argentinos. Mesmo sem o mesmo glamour de quatro anos antes, os holandeses estiveram mais próximos do título do que em Munique, pois aos 45 minutos do segundo tempo, com o placar em 1x1, Rensenbrink saiu na cara de Fillol. Era o gol do título. Mas o pé do holandês ficou pesado demais, e a bola explodiu na trave hermana. O que aconteceu na prorrogação é história.

Pouca gente sabe, mas a Itália de 1978 era melhor do que a Squadra Azzurra que conquistou o tri em 1982, na Espanha. Com uma campanha perfeita na primeira fase, batendo França, Hungria e os argentinos donos da casa, a Itália era a grande favorita ao título. Zoff, Conti, Cabrini, Gentile, Scirea, Tardelli, Graziani eram os grandes nomes da época. Porém na final antecipada contra os holandeses, os italianos sucumbiram e acabaram derrotados por 2x1, ficando de fora da decisão. E no jogo que decidiu o terceiro lugar, nova derrota por 2x1, desta vez para o Brasil de Claudio Coutinho. A melhor geração italiana dos últimos anos ficou no quase, mas pavimentou o caminho da consagração da equipe de 1982, que tinha vários jogadores remanescentes de1978. Com um time mais cascudo, mais experiente, Enzo Bearzot conseguiu extrair forças de onde não tinha, e depois de uma primeira fase sofrível, com três empates contra Peru, Polônia e Camarões, a Itália renasceu e arrancou para o tri, batendo a Argentina de Maradona, o Brasil de Telê Santana, a Polônia de Boniek e a Alemanha de Schummacher e Rummenigge. Era a consagração de Paolo Rossi e cia.

Mas para muitos a maior injustiça da história das copas foi a derrota da seleção brasileira para a Itália em 1982. Aquela seleção está no imaginário de qualquer torcedor que tenha por volta de 50 anos. Waldir Peres, Leandro, Luizinho, Oscar e Junior. Cerezo, Falcão e Sócrates. Zico, Serginho e Éder. 

Tudo começou em 1979, quando depois de fazer um ótimo trabalho no Palmeiras, Telê Santana fora convidado para ser o novo técnico da seleção brasileira, que visava o mundial de 1982. Sobre a batuta do mestre, o escrete canarinho passeou nas eliminatórias e fazia um mundialito interessante em 1981, até perder para o Uruguai na decisão. Era o primeiro sinal. Uma série de amistosos na Europa, um ano antes da Copa, com vitórias sobre a Alemanha (2x1), a França (3x1) e a Inglaterra (1x0) fizeram do Brasil o grande favorito ao título. As três vitórias na primeira fase da copa aumentavam mais ainda a confiança, embora o time tenha jogado mal contra os soviéticos, e venceram por 2x1 com uma ajudinha do soprador de apito. Contra a Argentina campeã do mundo, mas sem o mesmo brilho de quatro anos antes, talvez a melhor atuação da seleção na competição. Um convincente 3x1, que deixava o Brasil a um empate das semifinais. Contra a Azzurra, o empate esteva nas mãos da seleção por três vezes. 0x0, 1x1 e 2x2. Porém falhas individuais, Paolo Rossi inspiradíssimo e talvez um certo preciosismo jogaram o sonho do tetra para o ralo, e o Brasil perdeu por 3x2. Toninho Cerezo virou bode expiatório, mas o fracasso teve muito mais culpados. Waldir Peres era realmente o melhor goleiro à época? Serginho só foi o centroavante titular porque Careca se machucou às vésperas do mundial, e porque Reinaldo cavou sua sepultura com suas atitudes controversas fora de campo, além do seu físico precário. E por fim, faltou malandragem ao time para segurar o empate contra uma Itália casca grossa. Falo que faltou malandragem porque do time que encantou em 1982, apenas três jogadores do time titular estiveram na Argentina em 1978: Cerezo, Zico e Oscar. Porém sem serem titulares absolutos. A melhor seleção brasileira desde o time de 1970 convenceu, mas não venceu. 

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Aqui não tem essa de live de sofrência não. Aqui é só rock, e dos bons. E hoje o sucesso é Sharp Dressed Man, da banda americana ZZ Top.

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