ORAL TOPO
MAGIA 970
MARISTELA 970
FARMA 970
CAMINHO 970
TUR 970
OBJETIVA TOPO
VELAS 970
BAMBOLÊ 970
GALO 13
TOPOGRAFIA TOPO
EU MEREÇO TOPO
MD 970
RC OFICINA TOPO 2
KELLY 970
CCAA TOPO
OGRO 970
LÁPIS DE COR TOPO
RC TOPO
RC OFICINA 970 NOVO
BIOLIFE 970
MD 970 2
OASIS 970
CHUCHU TOPO
BARRAGENS DE MINAS

Comitê criado pela Vale diz que Brumadinho tinha problemas há 25 anos

Tragédia em Brumadinho ocorreu por instabilidade estrutural

22/02/2020 16h57Atualizado há 2 meses
Por: Rafael Oliveira
Fonte: Agência Brasil

O Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apuração (CIAE-A), instituído pelo Conselho de Administração da Vale para apurar causas e responsabilidades do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), concluiu seu relatório final. O documento de 50 páginas, divulgado ontem (21) no site da mineradora, mostra que a estrutura tinha problemas há 25 anos.

A barragem B1, na Mina Córrego do Feijão, se rompeu em 25 de janeiro do ano passado. Desde então, 259 corpos foram resgatados e 11 pessoas continuam desaparecidas. A criação do comitê foi anunciado pela Vale dois dias após a tragédia. Ele foi coordenado pela ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie. Os membros foram selecionados com apoio da consultoria internacional Korn Ferry.

Segundo o relatório, a tragédia ocorreu por instabilidade estrutural com liquefação, fenômeno em que o rejeito sólido se converte em fluido. Os problemas existiam desde a época em que a Mina Córrego do Feijão pertencia à Ferteco Mineração. A Vale comprou a estrutura em 2001. "Desde 2003, a Vale tinha informações que indicavam a condição de fragilidade da B1, além de informações anteriores à aquisição da Ferteco", registra o documento.

"Em 1995, quando a B1 ainda pertencia à Ferteco, a empresa Tecnosolo apresentou, no projeto executivo do 4º alteamento da barragem, considerações sobre condições desfavoráveis de segurança, sobretudo em relação aos altos níveis freáticos e baixos fatores de segurança", acrescenta o relatório.

O comitê apontou que em 2003 a Vale contratou o Consórcio Dam DF para realizar a auditoria externa, que encontrou valores de fator de segurança inferiores aos mínimos considerados satisfatórios. Entre 2010 e 2013, auditorias realizadas pela empresa Pimenta de Ávila recomendaram, em todos os anos, a realização de análises de potencial de liquefação, já que o último havia sido feito em 2006 pela empresa Geoconsultoria.

A Vale só foi encomendar um novo estudo em 2014. A Geoconsultoria foi novamente contratada. No entanto, a análise não foi feita com base em novos ensaios e sim a partir de uma reinterpretação de ensaios antigos. "Como resultado, foi apontada a suscetibilidade do rejeito da B1 à liquefação, com a ressalva de que a probabilidade de ocorrência de gatilho seria remota", registra o relatório.

Em 2016, novos relatórios finalizados pela Geoconcultoria "mostraram resultados desfavoráveis a respeito da estabilidade da B1". Em 2017, foi a vez das empresas Potamos e Tüv Süd realizarem estudos e ambas calcularam o fator de segurança como 1,06. Em 2018, Tüv Süd acabou atestando a estabilidade da barragem que veio a se romper. Na Comissão Parlamentar de Inquérito criada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), sócios da Potamos afirmaram que se retiraram do processo porque os padrões internacionais preconizam fator de segurança mínimo de 1,3.

O relatório indica ainda que, apesar dos problemas na barragem, não foram identificadas medidas da Vale para remover as instalações administrativas. A mineradora tinha ciência de que uma ruptura exigiria a evacuação do refeitório em até um minuto. A maioria dos mortos no rompimento da barragem é de funcionários da própria Vale e de empresas terceirizadas que atuavam na Mina Córrego do Feijão.

O comitê também listou 25 recomendações, entre elas a revisão dos manuais de operação das estruturas da mineradora e o aprimoramento da metodologia de avaliação de riscos geotécnicos. De acordo com a Vale, em até 30 dias será divulgado um cronograma para implementação das ações sugeridas. A mineradora também afirma que repassará o relatório às autoridades que investigam a tragédia.

Hipóteses do gatilho

A análise também levanta algumas hipóteses sobre o que causou a liquefação. "Há alta plausibilidade de a liquefação ter sido deflagrada por deformação lenta e redução da resistência devido à perda de sucção em materiais não saturados acima do nível freático". Outra ação que poderia ter funcionado como gatilho é a perfuração que estava sendo realizada na barragem no dia da ruptura. No entanto, o relatório ressalva que "em condições normais, uma campanha de perfuração não deve desencadear liquefação generalizada".

Em novembro do ano passado, um painel de especialistas, também contratado pela Vale, mostrou igualmente a liquefação como causa da tragédia e relacionou o episódio ao excesso de água na barragem e às chuvas que ocorreram nos meses anteriores. "O painel concluiu que a súbita perda de resistência e o rompimento resultante da barragem marginalmente estável foram devidos a uma combinação crítica de deformações específicas internas contínuas, devido ao creep e a uma redução de resistência pela perda de sucção na zona não saturada, causada pela precipitação intensa no fim do ano 2018", diz o documento final aprovado.

Elucidar qual foi o gatilho da liquefação tem sido uma preocupação da Polícia Federal, que aguarda o avanço de estudos realizados fora do país para decidir se irá realizar indiciamentos por homicídio. Mais de 70 laudos já foram realizados pela perícia criminal federal. Um deles, entregue em junho de 2019, segundo a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), descreve o alto risco de falha que a barragem apresentava, pelo menos 20 vezes maior que o máximo aceitável pelos critérios internacionais de segurança. "Isso deveria ter motivado a suspensão da operação da barragem", avalia a entidade.

Para a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a discussão em torno do gatilho da liquefação é de ordem acadêmica e ainda motivará muitos estudos ao longo dos próximos anos. Para as duas instituições, já há farto material probatório que identifica responsabilidades e omissões por parte da mineradora. Uma denúncia contra 16 pessoas já foi apresentada e aceita pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

 Oferecimento:

Banner-superior-eu-mereco

L-PIS-DE-COR

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
BrumadinhoBrumadinho - MG
Caeté - MG
Atualizado às 09h55
24°
Muitas nuvens Máxima: 26° - Mínima: 19°
24°

Sensação

16.4 km/h

Vento

84.4%

Umidade

Fonte: Climatempo
INET 300
FARMA 600
CAMINHO 600
ORAL BAIXO
VELAS 600
OASIS 600
ORAL 300X600 NOVO
BAMBOLÊ 600
RC GRANDE 2
CHUCHU - GÁS
MARISTELA 600
MD 600 02
ANUNCIE AQUI
RC GRANDE
CHUCHU - ÁGUA
MAGIA 600
KELLY 01
INETSAFE 01
TOPO 250 01
CAMINHO 01
ORAL LATERAL 01
GELO CHUCHU
MARISTELA 01
OBJETIVA LATERAL
MAGIA 300 03
THALES 01
EU MEREÇO LATERAL
MD 300 001
IEPS 01
CCAA LATERAL
OGRO 01
BIOLIFE LATERAL
AUTO 2000 01
MARCENARIA 300
CHUCHU 01
BAMBOLE 300 01
OASIS 300 01
VELAS 300 01
SUPREMA 01
RC 01
FARMA 250
ARAÚJO 01
MAIS EMPRÉSTIMOS
MD 300
MAGIA 300 01
Municípios
AUTO 2000 02
MD 300 002
INETSAFE 02
ARAÚJO 02
FARMA 250 2
MD 300 02
OASIS 300 02
BIOLIFE LATERAL 2
KELLY 02
EU MEREÇO LATERAL 2
OGRO 02
VELAS 300 02
MARISTELA 02
BAMBOLE 300 02
MAGIA 300 02
TOPO 250 02
IEPS 02
MARCENARIA 300 2
CHUCHU 02
RC 02
CCAA LATERAL 2
THALES 02
MAIS EMPRÉSTIMOS 02
SUPREMA 02
GELO CHUCHU 2
CAMINHO 02
OBJETIVA LATERAL 2
ORAL PLUS LATERAL 02
Últimas notícias
TOPO 250 03
IEPS 03
BAMBOLE 300 03
ORAL PLUS LATERAL 03
MAGOA 300 03
OASIS 300 03
MD 300 003
SUPREMA 03
MARCENARIA 300 3
GELO CHUCHU 3
OGRO 03
CCAA LATERAL 3
BIOLIFE LATERAL 3
RC 03
EU MEREÇO LATERAL 3
KELLY 03
CHUCHU 03
MD 300 03
FARMA 250 3
CAMINHO 03
THALES 03
AUTO 2000 03
INETSAFE 03
OBJETIVA LATERAL 3
MARISTELA 03
ARAÚJO 03
MAIS EMPRÉSTIMOS 03
VELAS 300 03
Mais lidas
THALES 04
CAMINHO 04
TOPO 250 04
AUTO 2000 04
RC 04
CCAA LATERAL 4
MD 300 04
ORAL PLUS 04
INETSAFE 04
MAIS EMPRÉSTIMOS 04
CHUCHU 04
MD 300 004
KELLY 04
VELAS 300 04
BIOLIFE LATERAL 4
OASIS 300 04
MARCENARIA 300 4
SUPREMA 04
IEPS 04
EU MEREÇO LATERAL 4
ARAÚJO 04
GELO CHUCHU 4
BAMBOLE 300 04
FARMA 250 4
MARISTELA 04
MAGIA 300 04
OGRO 04
OBJETIVA LATERAL 4
MD 300 05