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Saúde SAÚDE E BEM ESTAR

Mentiras e verdades sobre o cigarro eletrônico

Entenda o que está por trás da moda que tem ganhado cada vez mais espaço

21/06/2020 19h04 Atualizada há 2 semanas
Por: Gladienne Lopes Fonte: Saúde Brasil
Imagem de Lindsay Fox por Pixabay
Imagem de Lindsay Fox por Pixabay

Disfarçados por uma infinidade de sabores e aromas, os cigarros eletrônicos dão, à primeira vista, a ideia de serem uma boa alternativa. Principalmente por parecerem, acima de tudo, inofensivos à saúde. Os vaporizadores, como assim também são chamados, ganharam um espaço muito rápido principalmente entre os mais jovens, reacendendo o debate sobre o tabagismo.

Por ser mais prático, ter uma aparência mais tecnológica e atrativa e não causar aquele incômodo do cigarro tradicional – sobretudo pela diferença de odor -, os eletrônicos passaram a ser socialmente aceitáveis em diversos ambientes, principalmente em festas e eventos.

Tudo isso é motivo de sobra para fazer com que os usuários nem sequer se considerarem fumantes, intensificando ainda mais o uso. Mas tem um lado dessa história que provavelmente não te falaram e que está por trás de todo esse vapor com aroma de menta ou de chiclete. Entenda as mentiras e verdades sobre o cigarro eletrônico.

Os cigarros eletrônicos fazem mal à saúde?

VERDADE

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) não são seguros e possuem substâncias tóxicas além da nicotina. Sendo assim, o cigarro eletrônico pode causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite e câncer.

Ainda de acordo com o INCA, estudos mostram que os níveis de toxicidade podem ser tão prejudiciais quanto os do cigarro tradicional, já que combinam substâncias tóxicas com outras que muitas vezes apenas mascaram os efeitos danosos.

Os cigarros eletrônicos não causam dependência?

MENTIRA

Por conterem nicotina, os cigarros eletrônicos causam dependência, assim como o tradicional. E a diferença nem está tanto na concentração da substância. Segundo o INCA, foram encontrados nos líquidos utilizados nos dispositivos uma quantidade de 0 a 36 mg de nicotina por mililitro, sendo no cigarro normal permitido apenas 1 mg de nicotina por mililitro.

Nesse sentido, os usuários dos DEFs também podem se considerar fumantes. Vale lembrar que mesmo aqueles que usam os líquidos sem a presença da nicotina ainda estão alimentando aquele hábito de fumar e estar sempre condicionando a rotina a esse momento.

Existe o risco de explosão?

VERDADE

Além da intoxicação, existe ainda o risco de explosão. Segundo o estudo Cigarros eletrônicos: o que sabemos? Estudo sobre a composição do vapor e danos à saúde, o papel na redução de danos e no tratamento da dependência de nicotina, elaborado pelo INCA e Ministério da Saúde, os DEF já foram responsáveis por casos de explosões com danos físicos e materiais às vítimas. Os relatos descritos no documento relacionavam o incidente a problemas com a bateria do cigarro.

Os cigarros eletrônicos ajudam a parar de fumar?

MENTIRA Por também conter nicotina, a dependência permanece. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), não há comprovação de que os cigarros eletrônicos ajudem a interromper o vício. É importante destacar que algumas pessoas podem ainda associar o uso do eletrônico com o tradicional.

O cigarro eletrônico tem a composição diferente do tradicional?

VERDADE

Os DEFs possuem uma bateria que aquece a solução líquida e que gera o vapor. Por não existir a combustão dos derivados do tabaco, como acontece com o cigarro tradicional, os dispositivos eletrônicos não possuem monóxido de carbono. Além disso, ele também não contém alcatrão na composição.

A ausência dessas duas substâncias colabora com a ideia de que ele é seguro. Mas apesar disso, ainda há a presença de outras substâncias tóxicas e a alta concentração de nicotina, que fazem com que o cigarro eletrônico seja ofensivo.

A comercialização dos DEFs é liberada no Brasil?

MENTIRA

Desde 2009, os cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil pela ANVISA. A justificativa é de que não existem estudos que comprovem a segurança na utilização dos DEFs, além de serem extremamente atraentes para os mais jovens, que tendem a aderir ainda mais ao produto.

Assim como o cigarro eletrônico, o narguilé também caiu no gosto das pessoas por conta das essências. Mas nesse caso, ele faz tão mal quanto o cigarro normal?

VERDADE

Diferente do cigarro eletrônico, o narguilé tem como base o tabaco e também vem de uma fonte de combustão. Isso significa que, além da nicotina, ele tem monóxido de carbono e alcatrão, assim como o cigarro tradicional.

Dependendo do tempo de sessão, o narguilé pode equivaler a fumar mais de 100 cigarros. Acontece que existe o fator socialização nessa história, dando destaque para a presença massiva do aparelho em bares e festas. Desse modo, é difícil imaginar uma sessão que dure menos que 1 hora.

Arte: Saúde Brasil

LINK DA FONTE: https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-parar-de-fumar/mentiras-e-verdades-sobre-o-cigarro-eletronico

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