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AINDA QUE A FIGUEIRA NÃO FLORESÇA

Confira na Coluna Clamor pela Cidade

11/06/2021 12h01
Por: Rafael F. Veloso Fonte: Clamor pela Cidade
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O livro do profeta Habacuque é uma boa companhia para os dias sombrios que vivemos. O nome Habacuque significa “aquele que abraça”. É o que mais desejamos neste tempo de angústias e incertezas. Habacuque viveu numa época muito semelhante à que vivemos hoje e sua angústia é retratada nos primeiros versículos do livro:

“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hc 1.2-4).

Temos aqui um homem perturbado com o que está acontecendo com seu povo. Ele vê a injustiça crescendo, o mal prevalecendo, os mandamentos de Deus sendo ignorados. Aqueles que deveriam colocar tudo isso em ordem não estavam cumprindo seu papel. Os tribunais e os juízes deixaram de ser a solução e tornaram-se parte do problema.

Habacuque sabe que somente Deus poderia mudar o curso da história, então ele clama, mas Deus parece não ouvir sua oração. É desalentador. Sentimo-nos assim com frequência. Oramos pela conversão de pessoas que amamos, e parece que elas vão afastando-se cada vez mais de Deus. Oramos por um avivamento, e temos a sensação de que o povo de Deus tem se tornado mais secularizado. Oramos para que a criação seja preservada, mas o que vemos é o crescimento da devastação do meio ambiente, a poluição das águas e do ar e o desmatamento de nossas florestas. Oramos pela nação, e o que vemos é o avanço da corrupção e da impunidade.

Depois de muito clamar, Deus responde dizendo: “Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque realizo, em vossos dias, obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada” (1.5). Em outras palavras, Deus disse a Habacuque o seguinte: “Você acha que eu não tenho ouvido suas orações, mas eu ouvi. O problema é que você não consegue entender o que eu faço. O que eu vou fazer é muito diferente do que você espera. É tão diferente que nem você será capaz de reconhecer. Deixe-me dizer-lhe o que estou para fazer” (1.6-11).

As coisas nem sempre são aquilo que parecem ser. Parece que Deus não ouve, mas ouve. Parece que ele não responde, mas responde. O problema de Habacuque – e o nosso – é que aquilo que esperamos nem sempre é o que Deus tem em mente. É possível que em suas orações ele clamasse por um despertamento espiritual, para que o povo ouvisse seus profetas e se arrependesse dos seus pecados. Mas nem sempre é isso o que acontece.

O que Deus tem em mente é muito diferente. Deus diz o seguinte (parafraseando os versos 6-11): “Eu vou levantar uma nação muito pior do que vocês. Se você acha que o povo de Judá se corrompeu e vem praticando toda sorte de violência, esta nação que marchará sobre vocês é muitas vezes pior do que tudo o que você já viu. Ela irá ajudá-los a reconhecerem quanto a soberba, a mentira, a violência, a injustiça e a falta de temor a Deus são destruidoras não só do indivíduo, mas também da família, da comunidade e da nação”.

Os caldeus eram um povo violento e poderoso. Não respeitavam nada. Criavam suas próprias leis e por onde passavam deixavam um rastro de destruição, sofrimento e morte. Eles não tinham temor de Deus e acreditavam que seu poder era o seu deus. Habacuque questiona essa maneira de Deus agir para com o povo da aliança. Como pode um Deus bom e justo usar um povo pagão, injusto e violento para disciplinar o povo santo de Deus? Não há nada maravilhoso naquilo que Deus revela a Habacuque. Agimos assim com frequência porque achamos que Deus não sabe fazer o seu trabalho tão bem quanto nós faríamos se estivéssemos no seu lugar. No entanto, Deus leva o pecado a sério. Clamar por justiça implica invocar o justo Juiz de toda a terra para que ele restaure aquilo que o pecado corrompeu.

Esse é o drama de Habacuque e o nosso quando nos deparamos com o sofrimento humano e o silêncio de Deus. Diante dos caminhos misteriosos de Deus, ele faz o que todos nós deveríamos fazer hoje: silenciar e esperar – “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa” (2.1). Diante das crises humanas, precisamos deixar por um momento nossas reações passionais e olhar para a realidade com temor. Habacuque disse mais ou menos assim: “Não consigo entender nada do que está acontecendo, mas, em vez de ficar tagarelando sobre o agir de Deus, vou me silenciar e esperar para ouvir o que ele vai me dizer”.

O profeta inicia o livro clamando para que Deus faça alguma coisa. Depois do silêncio e da espera, ele ora novamente: “Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia” (3.2). Sua oração é uma viagem ao passado lembrando o que Deus já havia feito. Lembranças que não poderiam ser questionadas, pois eram testemunhos históricos. Ele se lembra do Egito, das aflições no deserto e de tudo o que Deus fez para guardar e salvar seu povo. A memória do passado nos ajuda a olhar para o futuro e ter paciência no presente.

No lugar da desolação e da angústia, surge o desejo de que Deus realize sua obra trazendo a vida de volta a Judá, quebrando o orgulho e a soberba do povo, mesmo que para isso eles tenham de passar por uma terrível provação. Ele clama a Deus para que na sua ira ele não se esqueça da sua misericórdia.

O final da oração é simplesmente impressionante: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Hc 3.17-19). O cenário não mudou. O que Deus disse que iria acontecer, aconteceu mais tarde. No entanto, alguma coisa mudou em Habacuque e a oração de lamento no início do livro deu lugar a uma confissão de esperança, alegria e segurança em Deus.

Não sabemos quanto tempo irá durar a pandemia. Não sabemos quais mudanças virão. Não sabemos quando iremos voltar a nos encontrar e nos abraçar. No entanto, é possível encontrar alegria, esperança e segurança em Deus. Lembre-se dos feitos do Senhor. Releia a Bíblia. Veja como o povo de Deus se comportou em outras épocas de pandemias, guerras e pestes. Ainda que tenhamos de passar por terríveis provações, o Senhor Deus é a nossa fortaleza e faz com que os nossos pés caminhem pelos lugares altos. Que nestes dias de desolação Habacuque nos abrace e nos console!

Por Ricardo Barbosa de Sousa– texto extraído da revista ultimato Nº 389

Nós do CLAMOR PELA CIDADE cremos que Deus está sustentando todas as coisas pela força do seu Poder. Nossa esperança continua fortalecida Nele, pois a bíblia diz que a esperança é a âncora de nossa alma. Permaneceremos orando, clamando até que Deus faça na terra a Sua vontade. Na próxima semana teremos uma semana de oração por renovo de nossa esperança. Participe conosco, se envolva nessa causa. Se você estiver precisando de oração, entre em contato conosco pelas nossas redes sociais e faremos questão de te abençoar através da oração. 

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