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Crítica - Godzilla e Kong: O Novo Império

Confira na coluna do Maurício..

Maurício Comin
Por: Maurício Comin Fonte: Maurício Comin
25/08/2025 às 10h17
Crítica - Godzilla e Kong: O Novo Império
Divulgação

Gosto de boa parte dos filmes do universo que une Godzilla e Kong (uns mais, outros menos). E o primeiro Godzilla Vs. Kong foi relativamente divertido, ainda que problemático em algumas escolhas (embora funcionava relativamente melhor com o uso do 3D), ainda assim, foi o suficiente para gerar uma continuação. E Godzilla e Kong: O Novo Império até funciona como espetáculo vazio, mas depois de uma primeira metade relativamente boa, se torna um festival de bobagens e barulho sem lógica.


Trazendo os dois titãs se reencontrando para defender o planeta de uma nova ameaça, Godzilla e Kong: O Novo Império tenta criar uma narrativa ligeiramente movimentada, onde em seu primeiro ato cria uma série de mistérios intrigantes que nos prendem ao filme, mesmo com algumas bobagens como a dor de dente de Kong, mas tudo bem, é um filme de monstros gigantes destruindo tudo, podemos relevar algumas coisas. E o filme finalmente parece empolgar quando o personagem de Dan Stevens surge em cena e dá um imenso gás a um filme que precisa disso, conseguindo trazer alguma aventura, mistério e alguma empolgação em um clima divertido e descompromissado. No entanto, quando o filme resolve dar respostas, ele se complica demais ao trazer elementos excessivamente mitológicos e que beiram tanto o absurdo que ultrapassa a fronteira do ridículo e do aceitável dentro de um filme desse tipo. E no momento que apareceu uma civilização que surgiu dentro da Terra Oca, com poderes telepáticos e com direito a rainha e tudo, confesso que desisti de encontrar qualquer lógica ou sentido, pois ficou absurdo demais para funcionar e ridículo demais para ser levado a sério (o que me lembrou de De Volta Ao Planeta Dos Macacos, o pior filme de toda a franquia), e pior, a partir dali, o filme se entrega a um festival de bobagens que fica difícil de aceitar, se entregando de vez ao barulho e a um sem fim de sequências de destruição e de porradaria sem lógica, que acaba se tornando exaustivo (e confesso que fiquei horrorizado pela forma com que o Rio de Janeiro é trucidado, ou melhor, eliminado do mapa do Brasil a julgar a destruição vista aqui). Mais ainda, ao levar sua história excessivamente a sério, o próprio filme se impede de ser mais divertido e que mesmo com quase duas horas de duração, ele parece bem mais longo do que aparenta, sequer dando a impressão de que a história está se desenrolando e caminhando para um clímax.


Por outro lado, há alguns aspectos no filme que o tornam ligeiramente bom: A partir do momento que o personagem de Dan Stevens aparece, o filme funciona incrivelmente bem enquanto exploramos novamente a Terra Oca com os personagens, estabelecendo ali um clima de tensão e descompromisso ideal para esse tipo de filme, apostando também em boas sequências de ação entre Kong e Godzilla (antes de se unirem, eles travam suas próprias batalhas) e também em um senso de humor inesperado (como a reação de Kong após um gorila da sua espécie falar sem parar para ele). E mesmo quando o filme vai piorando aos poucos, pelo menos as sequências de luta sem fim no terceiro ato funcionam bem como espetáculo vazio, e aquela em gravidade zero se destaca pela criatividade e por um plano em câmera lenta absolutamente icônico e memorável, além disso, elas são todas muito bem realizadas e coreografadas, mesmo sendo absurdas e cansativas. E como é de se esperar, os efeitos especiais são excelentes e muito bem realizados (embora aqui e ali soem artificiais), enquanto o design de som é espetacular e eleva à enésima potência o barulho e os ótimos efeitos sonoros, já a trilha sonora surge bem mais equilibrada e interessante que a do anterior, embora nada memorável, servindo mais como bom acompanhamento para o filme.


Contando com atuações decentes (Rebecca Hall se esforça para trazer alguma dramaticidade ao filme, Dan Stevens rouba o filme para si e se torna divertidíssimo de acompanhar, sendo o único do elenco que entendeu aquilo que passou longe aos envolvidos no filme, que é para se divertir, enquanto Kaylee Hottle volta a ser um dos elementos mais interessantes do filme), uma direção competente (que volta a acertar nas sequências de ação, sendo visualmente claras e pontualmente empolgantes, impressionando também na escala de destruição), um ótimo design de produção (a Terra Oca volta a trazer criaturas interessantes e diferentes, com os novos gorilas trazendo um design notável que os tornam ainda mais debilitados que o próprio Kong, enquanto o Skar King traz um visual que o torna assustador – como os olhos de cor diferente -, sem contar o cenário da civilização da Terra Oca com uma abundância de cristais que se torna lindo), enfim, é um filme irregular.

 

Link no Blog: https://criticasdefilmes1.wordpress.com/2024/04/04/godzilla-e-kong-o-novo-imperio/

 

Gênero: Ação/Aventura
Duração: 115 Minutos
Classificação Indicativa: 12 Anos (Violência e Linguagem Imprópria)
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Adam Wingard
Elenco: Rebecca Hall, Brian Tyree Henry, Dan Stevens, Kaylee Hottle, Alex Ferns e Fala Chen

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